A paz que fica, depois do quase
Há encontros que não pedem explicação.
Acontecem, e isso basta.
São como o vento que passa, levanta o pó da alma e vai, deixando-nos diferentes, sem sabermos bem porquê.
Houve um olhar, uma presença, uma paz estranha que fez acreditar que talvez pudesse ser mais.
Mas o tempo, sempre sábio, mostrou que nem tudo o que toca, fica.
E está bem assim!
Nem todos os laços se fazem de mãos dadas.
Alguns fazem-se de gestos subtis, de silêncios que falam, de palavras que não se dizem e, ainda assim, são sentidas.
Alguns amores nascem apenas para nos lembrar o que é sentir, e depois partem, leves, deixando um rasto de verdade.
Hoje, já não espero...
Aceito.
Aceito o que foi, o que não foi e o que talvez nunca venha a ser.
Porque há amores que não precisam de começo nem de fim. Apenas precisam de respeito, de calma e de gratidão.
E nessa paz, encontro-me.
Serena. Inteira.
Com o coração tranquilo de quem sabe que não perdeu nada, apenas aprendeu a amar de outra forma.
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